Durante o programa ALive, nesta sexta-feira (2), o apresentador Claudio Dantas afirmou que integrantes das Forças Armadas teriam enviado recados a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os nomes mencionados por ele estão Gilmar Mendes, decano da Corte, e Edson Fachin, presidente do Supremo. Segundo Dantas, os militares estariam acompanhando os acontecimentos políticos e judiciais no país.
O recado atribuído aos militares provoca repercussão
De acordo com o apresentador, os militares teriam deixado claro que não pretendem participar de uma eventual crise institucional ou intervenção estrangeira. Dantas afirmou que a mensagem teria sido resumida na frase “não contem conosco pra nada” e que, caso determinadas decisões provocassem uma crise, os responsáveis deveriam assumir a bronca e lidar com ela. O relato foi apresentado pelo jornalista e não teve confirmação independente mencionada na fala.
Dantas também declarou que o STF deveria respeitar “a vontade popular”, “a lei” e “a Constituição”, defendendo que eventuais conflitos internos fossem solucionados pelas próprias instituições brasileiras. Ao abordar a possibilidade de interferência estrangeira, o apresentador citou a Venezuela e argumentou que países externos poderiam agir de acordo com seus próprios interesses ao intervir em questões de outra nação.
Medidas diplomáticas também entram no debate
Outro assunto citado por Dantas envolveu os Estados Unidos e a Austrália, que, segundo o apresentador, teriam adotado medidas relacionadas às suas representações diplomáticas no Brasil às vésperas da eleição. Ele interpretou as decisões como possível sinal de preocupação com a segurança no país e afirmou que serviços de inteligência poderiam ter alertado os governos sobre riscos institucionais ou físicos para seus cidadãos.
As declarações colocam novamente no centro do debate a relação entre STF, Forças Armadas, eleições e instituições brasileiras. Entretanto, é importante separar as afirmações feitas durante o programa de informações oficialmente confirmadas, especialmente no que diz respeito aos supostos contatos entre militares e ministros e às interpretações sobre as medidas adotadas por governos estrangeiros.
