Na noite deste sábado (03/10), véspera do primeiro turno das eleições de 2026, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu pelo indeferimento do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná.
A medida reverte a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado o ex-procurador da Lava Jato a participar da disputa. O ministro também determinou que os votos atribuídos à chapa sejam considerados nulos na apuração deste domingo (04/10).
Decisão contra Deltan foi tomada de forma monocrática
Na decisão, Floriano determinou que o TRE-PR alterasse imediatamente a situação eleitoral de Deltan Dallagnol para indeferida. Segundo o entendimento apresentado pelo ministro, a ordem deveria ser cumprida mesmo que não houvesse tempo suficiente para uma atualização técnica dos sistemas da Justiça Eleitoral antes da votação.

A decisão foi tomada de forma monocrática e ainda será analisada pelo plenário do TSE. O caso chegou ao tribunal por meio de recurso apresentado pela coligação Paraná para Todos, que apoia Requião Filho (PDT) na disputa pelo governo paranaense. O grupo contestava a decisão do TRE-PR que havia permitido a candidatura de Deltan ao Senado.
Ministro justifica cancelamento de candidatura de Deltan
Ao analisar o recurso, Floriano considerou que a Justiça Eleitoral do Paraná não apresentou fatos novos que justificassem uma mudança em relação ao entendimento adotado pelo próprio TSE em 2023. Naquele julgamento, a Corte cassou o registro de candidatura de Deltan nas eleições de 2022, quando ele disputava uma vaga de deputado federal.
