A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) fez história nas eleições deste domingo (4) ao estabelecer o novo recorde de votação feminina para a Câmara dos Deputados. Com 1.560.481 votos na parcial apresentada durante a apuração, a parlamentar superou a marca que pertencia a Joice Hasselmann, que havia recebido 1.078.666 votos em 2018. O resultado garantiu a reeleição de Erika e consolidou uma das maiores votações individuais do pleito de 2026.
A votação representa um salto expressivo em relação à primeira eleição de Erika para a Câmara. Em 2022, quando conquistou o primeiro mandato, ela recebeu 256.903 votos. Quatro anos depois, a parlamentar multiplicou esse desempenho e ultrapassou a marca de 1,5 milhão de votos. A evolução também fez com que Erika aparecesse entre os candidatos mais votados do país, atrás de nomes como Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira nas parciais nacionais.
Recorde anterior pertencia a Joice Hasselmann
O recorde anterior havia sido estabelecido por Joice Hasselmann em 2018. Naquele ano, a então candidata pelo PSL recebeu mais de 1 milhão de votos em São Paulo e tornou-se a primeira mulher a alcançar essa marca em uma eleição para deputada federal. A votação de Erika ultrapassou com folga o número registrado pela ex-deputada e estabeleceu um novo patamar para candidaturas femininas na disputa pela Câmara.
Erika Hilton chegou ao Congresso pela primeira vez em 2022, após uma passagem pela Câmara Municipal de São Paulo. Naquele pleito, ela se tornou uma das primeiras mulheres trans eleitas para a Câmara dos Deputados. Antes disso, em 2020, havia sido eleita vereadora da capital paulista com 50.508 votos, sendo a mulher mais votada naquela eleição municipal. A trajetória eleitoral da parlamentar passou, portanto, de uma vitória expressiva no município para uma das maiores votações já registradas em uma eleição nacional.
Erika Hilton garante atuação na Câmara por mais um mandato
Com a reeleição, Erika permanecerá na Câmara dos Deputados por mais quatro anos. O resultado de 2026 também a coloca entre os principais destaques individuais da eleição proporcional, em um cenário no qual outros candidatos alcançaram votações historicamente altas. Além de garantir a permanência no Congresso, a parlamentar do PSOL encerrou a apuração com uma marca que passa a integrar a história das eleições brasileiras: a maior votação já obtida por uma mulher em uma disputa pela Câmara dos Deputados.
