Nomes históricos do Partido dos Trabalhadores terminaram as Eleições 2026 sem conseguir garantir uma vaga na Câmara dos Deputados. Entre os derrotados estão José Dirceu, um dos fundadores do PT e ex-ministro da Casa Civil; Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho; Rui Falcão, ex-presidente nacional da legenda; e Paulo Teixeira, que ocupava uma cadeira na Câmara havia cinco mandatos. Os resultados representam perdas importantes para o partido, especialmente entre políticos com longa trajetória na sigla.
José Dirceu tentou retornar à política eleitoral após anos afastado das urnas e disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo. O ex-ministro recebeu 78.449 votos, mas a votação não foi suficiente para garantir a eleição. Ele terminou na sexta suplência, ficando distante de uma das cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados. Dirceu é um dos fundadores do PT e teve papel central na trajetória política que levou Lula à primeira vitória na eleição presidencial de 2002.
PT perde nomes históricos
Outro nome histórico que ficou fora da Câmara foi Vicentinho. Ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo durante o período das grandes greves do ABC paulista, ele recebeu 68.508 votos na disputa por uma vaga de deputado federal. A votação não foi suficiente para assegurar sua permanência no Legislativo, encerrando uma sequência de mandatos conquistados ao longo de diferentes eleições.
Vicentinho havia sido eleito deputado federal consecutivamente entre 2002 e 2018 e, posteriormente, retornou à Câmara como suplente. Seu atual mandato começou em 2023, quando assumiu uma cadeira na condição de suplente. A derrota nas urnas interrompeu a trajetória eleitoral de um dos parlamentares mais antigos ligados ao movimento sindical e à história de formação do PT.
Ex-presidente do PT também fica de fora
Rui Falcão também não conseguiu se reeleger. O ex-presidente nacional do PT, que comandou a legenda entre 2011 e 2017, recebeu 106.391 votos e terminou na primeira suplência do partido para a Câmara. O resultado representou uma redução de cerca de 87 mil votos em relação à eleição de 2022, uma queda de aproximadamente 45%. Logo atrás ficou Paulo Teixeira, ex-ministro e deputado federal por cinco mandatos, com 106.062 votos. Assim, quatro nomes de peso da legenda terminaram a eleição sem garantir uma cadeira na Câmara dos Deputados.
