O ex-presidente Michel Temer, filiado ao MDB, formalizou nesta segunda-feira, dia 5 de outubro, seu endosso à candidatura de Flávio Bolsonaro, do PL, para o segundo turno da disputa presidencial. A declaração foi feita por meio de suas redes sociais, onde o ex-mandatário divulgou uma “Declaração à Nação”, na qual vincula o candidato a uma “reconexão” com o eleitorado, inferindo que o resultado das urnas demonstrou um anseio por transformação. Temer, que ocupou a presidência entre 2016 e 2018, ressaltou a importância de novas perspectivas na política.
Em sua publicação, Temer enfatizou que “As urnas falaram. O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança. Quer atenção e respeito. Quem entendeu isso foi reeleito. Com os demais, deu-se a renovação“. Esta observação ocorreu após Flávio Bolsonaro ter alcançado 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obteve 45,16%, configurando assim a necessidade de um segundo turno agendado para 25 de outubro.
Temer e Flávio: elos e divergências
É notório que Temer foi o responsável pela indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2017. Curiosamente, Moraes é hoje um dos principais alvos das críticas de Flávio Bolsonaro, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ministro do STF tem sido o relator de processos envolvendo o ex-presidente, tendo determinado prisões e medidas cautelares, além de supervisionar o cumprimento de sentenças.
Para o ex-presidente Temer, a necessidade de renovação manifestou-se claramente tanto na composição do Congresso Nacional quanto no desempenho do candidato presidencial que se destacou no primeiro turno. Ele aponta que a população brasileira anseia por uma nova abordagem na política, rejeitando o que considera fórmulas repetidas e discursos grosseiros.
Um chamado à reconexão nacional
Na sua avaliação, a sociedade busca novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente. Concluindo sua declaração sem mencionar nominalmente o presidente Lula, Temer afirmou: “Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio“.
