Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao criticar a defesa do fim da escala 6×1. Para o senador e candidato à Presidência, a iniciativa do petista é “oportunista” e surge apenas durante o segundo turno. Em vez da redução geral da jornada, Flávio defende que o trabalhador tenha liberdade para definir seus próprios horários.
A proposta que Flávio apresenta como alternativa à escala 6×1
No mesmo dia em que o Senado começou a discutir a PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e sem corte salarial, Flávio voltou a defender sua proposta de jornada de trabalho flexível. Segundo ele, cada profissional deveria adaptar a carga horária às próprias necessidades, mesmo que isso implique receber menos.
O candidato citou mães que enfrentam dificuldades para cumprir oito horas diárias por não terem onde deixar os filhos. Ele afirmou que pretende combinar a flexibilização com vouchers para creches privadas quando não houver vagas na rede pública. Na visão de Flávio, a medida permitiria jornadas de quatro horas pela manhã, à tarde ou até aos fins de semana, conforme a rotina de cada trabalhador.
Disputa eleitoral aumenta a pressão sobre o debate
Flávio também acusou Lula de explorar o tema politicamente. Na avaliação do candidato, o presidente teve quatro anos para agir e só passou a defender a mudança agora, durante a disputa eleitoral. A PEC precisa cumprir sessões de discussão antes da votação, mas o avanço da proposta ganhou novas incertezas após o primeiro turno.
O debate também envolve o senador Rogério Marinho (PL-RN), aliado de Flávio e defensor da alternativa de jornada flexível. Durante a tramitação na CCJ, ele tentou priorizar esse modelo antes da análise do fim da escala 6×1 e chegou a admitir recursos regimentais para ampliar a discussão. Agora, o tema se tornou mais um ponto de forte confronto entre os candidatos à Presidência.
