A disputa pelo segundo turno da corrida presidencial ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (7). Após receber oficialmente o apoio da federação União-Progressista, Flávio Bolsonaro (PL) apresentou as principais propostas que pretende levar adiante caso seja eleito. Entre os projetos estão uma reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal, mudanças na reforma tributária e o fim da reeleição.
Durante o encontro, o candidato afirmou que parte das medidas dependerá da aprovação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs). Flávio também rebateu críticas de que poderia buscar alternativas fora das normas democráticas e destacou que as alterações deverão seguir o processo legislativo.
Propostas de Flávio dependem do Congresso
“Tem que haver, sim, uma reforma do Judiciário. Sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, isso tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição”, declarou. Ao comentar o fim da reeleição, Flávio ressaltou que a definição sobre a duração dos mandatos e quais cargos seriam alcançados pela mudança ficará a cargo do Legislativo.
“Se vai ser mandato de quatro, de cinco anos, se vai valer só para presidente, se vai valer para governador. É o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir qual é o caminho”, afirmou. O candidato também associou o cenário eleitoral ao crescimento de partidos de direita e centro-direita nas urnas no último domingo. O PL conquistou 121 cadeiras na Câmara e 19 das 54 vagas em disputa no Senado.
Candidato comenta nova composição do Congresso
Na avaliação de Flávio, a atual composição do Congresso seria favorável a uma eventual gestão, que teria maior alinhamento com a configuração do Legislativo. O candidato também fez referência ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar o cenário político.
Para alterar a Constituição, são necessários 308 votos na Câmara dos Deputados e 49 no Senado Federal. Diante das críticas relacionadas à maioria no Congresso, Flávio rejeitou a possibilidade de adotar medidas autoritárias e afirmou que as interpretações sobre o poder que teria com a atual composição do Legislativo não correspondem à realidade.
