Diego Souza, atual técnico do Joinville, teve o registro como treinador cancelado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF na manhã desta quinta-feira (08/10). A medida foi tomada após o ex-jogador ser citado em uma investigação envolvendo a suposta venda de diplomas falsos para treinadores.
Diego afirma que não tinha conhecimento de que as licenças obtidas eram falsificadas. O caso veio à tona após informações divulgadas pelo Uol e envolve Alejandro Mancuso, ex-jogador argentino investigado por suposta participação em um esquema de comercialização de certificados de treinador.
Denúncia na CBF cita o nome do técnico Diego Souza
Segundo a denúncia, atletas interessados nas licenças da Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) precisariam desembolsar cerca de R$ 100 mil. Com o documento, eles estariam autorizados a comandar equipes pelo mundo sem a necessidade de realizar o curso exigido.
Em contato com o ge, a CBF informou que o caso foi encaminhado à Comissão de Ética e à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), que deverão analisar eventuais responsabilidades. O registro de Diego Souza indicava que ele estava autorizado a exercer a função desde 27 de agosto, poucos dias antes de sua estreia no comando do Joinville, em 30 de agosto.
Diego Souza falou sobre como adquiriu a licença
Diego Souza foi um dos nomes mencionados por Mancuso durante a investigação. Em entrevista ao Uol, o ex-atacante relatou que o argentino teria se apresentado como diretor internacional da ATFA e oferecido uma licença destinada a jogadores de destaque.
Segundo o treinador, Mancuso afirmou que o documento permitiria continuar trabalhando no futebol após o fim da carreira como atleta. O ex-jogador explicou que decidiu adquirir a licença depois de ouvir do argentino que outros atletas conhecidos também haviam recebido documentos semelhantes. Ele afirmou ainda que procurou jogadores que já tinham obtido os certificados pelas mãos de Mancuso e, diante das informações recebidas, acreditou que o procedimento era legítimo.
