Um fragmento ósseo que se assemelha a uma calota craniana foi descoberto em uma via do bairro Alípio de Melo, na capital mineira, e levanta a hipótese de pertencer a uma criança. A Polícia Militar foi acionada por uma dentista que identificou a estrutura. O achado inusitado continha conchas em seu interior e será submetido a uma perícia para desvendar sua procedência.
Moradores de uma área de Belo Horizonte e a Polícia Militar foram mobilizados após a revelação desse objeto inesperado. A calota, encontrada em uma rua do bairro Alípio de Melo, apresentou características que transformaram o incidente em um mistério ainda maior.
Calota craniana encontrada por dentista
A revelação ocorreu no final da tarde da última quarta-feira (07), quando uma residente local caminhava pela rua. Ao avistar o objeto, ela se aproximou e notou que se tratava de uma estrutura que parecia ser parte de um crânio humano. A moradora, que é dentista, fez uma avaliação preliminar e supôs que a calota craniana poderia ser de uma criança. Havia também várias conchas dentro do crânio.
A mulher contatou a Polícia Militar, relatando aos agentes que sua formação em odontologia permitiu o reconhecimento da estrutura óssea. O item foi localizado na rua Assistentes Sociais, no bairro Alípio de Melo, situado na Região Noroeste da metrópole mineira.
Investigação e mistério do “despacho espiritual”
O modo como o objeto foi encontrado também atraiu a atenção. Conforme informações sobre a ocorrência, a presença das conchas no interior do crânio levantou a hipótese de um possível “despacho espiritual”. No entanto, essa associação não confirma a origem do crânio, e até o momento, não há evidências de que o material tenha sido colocado no local como parte de algum rito. A Polícia Militar isolou a área e requisitou a perícia técnico-científica para investigar o material. Os exames deverão confirmar se a estrutura é realmente humana e, em caso positivo, ajudar a identificar sua procedência.
Outro detalhe que intrigou os investigadores é a ausência de registros em câmeras de segurança próximas sobre quem teria depositado o objeto na rua. Portanto, ainda não foi possível identificar a pessoa responsável. A polícia aguarda os resultados da perícia para determinar a natureza do achado e buscar novas pistas. Até a última atualização, não havia suspeitos identificados nem informações que confirmassem a quem pertenceria o crânio ou se seria realmente de uma criança.
