Um acidente aéreo em Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço, em Minas Gerais, terminou com a morte de três integrantes da Polícia Militar na tarde da última sexta-feira (9). A confirmação foi feita pelo coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da corporação, que lamentou a perda dos militares.
A aeronave envolvida era o Pégasus 17, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO. Segundo a PM, a tripulação realizava um voo de recheque quando o avião caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço. As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice dos Santos Almeida e Gabriela Emília Soares Resende.
Quem eram os militares que morreram no acidente
Luis Fernando Silvestre, de 49 anos, pilotava a aeronave e acumulava mais de cinco mil horas de voo. Com mais de duas décadas de serviço na corporação, ele comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado. Natural de Belo Horizonte, deixou a esposa e três filhos. Já Gabriela Emília, de 35 anos, tinha cerca de 300 horas de voo e entrou para a história da PM mineira ao se tornar, em 2023, a primeira mulher da corporação habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa. Ela havia retornado recentemente da licença-maternidade e deixou o marido e dois filhos pequenos.
Alice dos Santos Almeida, de 34 anos, nasceu em Caratinga, na região do Rio Doce. Pilota e profissional da área de manutenção de aeronaves, ela também acumulava aproximadamente 300 horas de voo. A morte dos três militares provocou comoção na corporação, que destacou a importância do trabalho realizado pela equipe e manifestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.
Bombeiros foram acionados após a queda
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o chamado ocorreu por volta das 16h20, após a queda registrada na altura do quilômetro 43 da BR-458. Duas equipes foram enviadas ao local para atender à ocorrência. A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h15. Em manifestação sobre a tragédia, o coronel Flávio Santiago declarou: “A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo”.
