O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou neste domingo (11) a morte da ex-prefeita de Santos Telma de Souza, aos 82 anos. Em uma publicação nas redes sociais, o petista destacou a trajetória política da aliada e sua contribuição para a criação de políticas públicas nas áreas de saúde mental e prevenção e tratamento da Aids.
Telma morreu na noite do último sábado (10), às 20h27, enquanto estava internada no Hospital Mont Serrat, em Santos. Ela havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) e enfrentava uma infecção urinária. A ex-prefeita foi a única mulher a comandar o município e também teve uma longa trajetória como parlamentar.
Lula homenageia Telma de Souza e destaca seu legado
Ao se manifestar sobre a perda, o presidente demonstrou tristeza e relembrou a participação de Telma na fundação do Partido dos Trabalhadores. “Muito triste com a notícia do falecimento”, escreveu Lula, ressaltando a importância da ex-prefeita para a história da legenda e para a política santista.
O presidente também destacou os resultados das iniciativas implementadas pela petista na área da saúde. “Tenho certeza de que muitas vidas foram salvas, muitas pessoas passaram a ser tratadas de forma mais digna graças às experiências que Telma implantou e às políticas públicas que defendeu e formulou em sua trajetória”, declarou. Lula ainda relacionou o trabalho dela ao desenvolvimento de políticas de saúde mental que ajudaram a abrir caminho para os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Ex-prefeita teve trajetória marcada pela saúde pública
Telma começou sua carreira institucional como vereadora de Santos, em 1982, e foi eleita prefeita em 1988, assumindo o cargo no ano seguinte. Durante a gestão, implantou policlínicas e desenvolveu ações de prevenção e tratamento da Aids que se tornaram referência para outras cidades. Ela também exerceu mandatos como deputada estadual e federal, além de voltar à Câmara Municipal de Santos, onde permaneceu até 2024. A relação com Lula começou em 1980, durante a formação do PT. A morte da ex-prefeita foi lamentada por lideranças políticas em meio à campanha do segundo turno presidencial, disputado pelo atual presidente e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
