O Santos já trabalha com a possibilidade de vender Gabriel Bontempo no início de 2027 para reforçar o caixa em meio às dificuldades financeiras. Segundo apuração deste jornalista, a negociação do meio-campista está no planejamento para a próxima temporada, mas esse cenário depende da permanência da atual gestão à frente do clube. A eventual saída também precisará considerar as condições de mercado e o valor que o Peixe espera receber pelo jogador.
Santos vê Bontempo como alternativa para reforçar o caixa
A situação financeira do clube ajuda a explicar a possibilidade de negociação. De acordo com levantamento publicado pelo ge em setembro, a dívida do Santos se aproximava de R$ 1,2 bilhão, enquanto o déficit do segundo trimestre chegou a R$ 119,6 milhões. O cenário pressiona a diretoria a buscar receitas extraordinárias, incluindo a venda de jogadores valorizados. Bontempo está entre os atletas com potencial para gerar uma receita importante. Em setembro, o UOL informou que o Santos via a possibilidade de negociá-lo nas janelas de janeiro ou, no máximo, junho de 2027. A convocação para a Seleção Brasileira também era considerada uma oportunidade para aumentar sua visibilidade e atrair interessados do exterior.
Valor de Bontempo pode pesar nas negociações
O Santos renovou o contrato do meio-campista até dezembro de 2030, em abril deste ano. Segundo o ge, o jogador de 21 anos somava 53 partidas profissionais, quatro gols e três assistências pelo clube quando o novo vínculo foi anunciado.
Em setembro, o Terra publicou que o Peixe estabeleceu 12 milhões de euros, aproximadamente R$ 71,2 milhões na cotação da época, como valor inicial para abrir conversas por Bontempo, citando apuração de Bruno Andrade, da ESPN. Esse montante serve como referência pública para eventuais tratativas, mas não representa uma proposta aceita ou um acordo fechado.
A possibilidade de venda no começo de 2027, portanto, está ligada tanto à necessidade financeira do Santos quanto à configuração política do clube. Caso a atual gestão permaneça, o planejamento poderá avançar nessa direção. Uma mudança de comando, porém, pode alterar as prioridades e a estratégia para negociar uma das principais promessas formadas na Vila Belmiro
