O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, divulgou nesta quarta-feira (14) uma carta dirigida às famílias evangélicas brasileiras, em mais uma iniciativa para ampliar o diálogo com esse segmento do eleitorado. O documento foi publicado nas redes sociais pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e aborda temas como fé cristã, família, trabalho, segurança pública e ações do governo.
Na mensagem, Lula pede que os eleitores recorram à oração antes de decidir o voto e defende que a escolha seja feita com discernimento. A iniciativa ocorre em uma campanha na qual o presidente enfrenta dificuldades para conquistar apoio entre os evangélicos, grupo em que seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), aparece à frente nas pesquisas citadas.
Lula cita respeito aos cristãos
Na carta, Lula afirma respeitar os cristãos e associa sua trajetória política à preocupação com as condições de vida das famílias brasileiras. O presidente também menciona a própria história familiar e diz ter aprendido desde cedo o valor do trabalho e da luta por melhores condições de vida.
Ao apresentar ações de sua administração, ele cita o combate às apostas on-line, conhecidas como bets, e defende dois dias de descanso semanal. Segundo o documento, a ampliação do tempo livre permitiria fortalecer a convivência familiar e dar aos evangélicos mais oportunidades de frequentar a igreja. “A vida não se resume ao trabalho”, escreveu Lula ao defender a necessidade de descanso, lazer e tempo com os familiares.
Enfrentamento à violência
Outro tema destacado pelo presidente é o enfrentamento à violência. Na mensagem, Lula afirma estar empenhado em proteger as mulheres, combater diferentes formas de agressão e enfrentar o crime organizado. Ele também cita a proteção de crianças e adolescentes, a melhoria da saúde pública, o aumento da renda e a preservação do meio ambiente entre os compromissos que apresenta aos eleitores.
O texto procura relacionar essas propostas a valores familiares e religiosos, com referências à fé e ao cuidado com a vida. Ao final, o presidente faz um apelo direto aos destinatários da carta. “Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição”, afirma.
