Foi isso que a Globo fez com Flávio Bolsonaro que deixou Lula revoltado

Ocorrido com candidato do PL antes de sabatina do Jornal Nacional aumentou a tensão política.

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A visita de Flávio Bolsonaro (PL) à sede da TV Globo, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (16), provocou repercussão no cenário político. O encontro ocorreu antes da sabatina do senador no Jornal Nacional e envolveu integrantes da alta direção do Grupo Globo, levantando questionamentos sobre a relação entre a emissora e os candidatos à Presidência.

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Segundo a Globo, Flávio foi recebido por João Roberto Marinho, presidente do grupo, e Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais. A empresa ressaltou que representantes do Jornalismo não participaram da reunião e afirmou que encontros de cortesia com candidatos fazem parte da rotina institucional de empresas de comunicação.

O detalhe que provocou questionamentos na campanha de Lula

De acordo com informações da CNN Brasil, a visita foi solicitada pela própria campanha de Flávio Bolsonaro. A emissora informou que não recebeu pedido semelhante da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), motivo pelo qual não houve reunião equivalente. A situação gerou críticas de integrantes do entorno petista, que cobraram tratamento igualitário entre os presidenciáveis.

Durante uma coletiva, o senador Camilo Santana (PT-CE), porta-voz da campanha de Lula, classificou o encontro como inoportuno e inadequado. Ele defendeu que, caso um candidato tenha acesso institucional à direção da emissora, o mesmo procedimento deveria estar disponível ao adversário, para evitar dúvidas sobre a imparcialidade da cobertura eleitoral.

Lula faz declaração contundente e coloca emissora sob suspeita

Em Ipatinga (MG), durante uma caminhada com apoiadores, Lula afirmou que a Globo estaria contrariada com decisões de seu governo, citando medidas relacionadas às apostas esportivas, ao fim da escala 6×1, ao transporte gratuito nos fins de semana e à prisão de Daniel Vorcaro. Na ocasião, declarou que a emissora estaria “sob suspeição” de sua candidatura e afirmou que “não merece confiança”. As declarações ampliaram a controvérsia em torno da visita e da disputa política.