A atriz Lua Blanco morreu aos 39 anos em decorrência de um câncer no intestino, doença que pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais. Segundo especialistas ouvidos pelo Notícias da TV, a ausência de sintomas pode dificultar a identificação do tumor e atrasar a procura por atendimento médico.
O câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, pode atingir o cólon ou o reto e, em muitos casos, começa com um pólipo na parede intestinal. Essa lesão pode levar anos para se transformar em um tumor maligno.
Entre os fatores relacionados ao desenvolvimento da doença estão o consumo elevado de carnes vermelhas e embutidos, a baixa ingestão de fibras, obesidade, sedentarismo, cigarro e bebidas alcoólicas. Histórico familiar de câncer ou pólipos e doenças inflamatórias intestinais também aparecem entre os fatores de risco citados pelos especialistas.
Sintomas que podem indicar câncer de intestino
Quando os sinais aparecem, uma das manifestações possíveis é a alteração repentina do funcionamento intestinal, com episódios de diarreia ou prisão de ventre sem causa relacionada à alimentação ou ao uso de medicamentos. Sangue nas fezes, dor ou cólica abdominal, inchaço frequente, sensação de evacuação incompleta, anemia sem explicação, fraqueza e perda de peso também podem ocorrer.
Os especialistas alertam que sangramentos podem ser confundidos com hemorroidas, enquanto alterações intestinais podem ser atribuídas ao estresse ou ao intestino irritável. Como o câncer colorretal também pode existir sem sintomas, exames de rastreamento são utilizados para auxiliar na identificação da doença.
Tratamento depende do estágio do câncer
O tratamento do câncer colorretal varia conforme a localização e o estágio do tumor, os resultados da biópsia, as características moleculares da doença e as condições clínicas do paciente. A cirurgia é utilizada em muitos tumores localizados, enquanto lesões muito iniciais podem, em situações selecionadas, ser tratadas por técnicas endoscópicas.
Quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo e imunoterapia também podem fazer parte do tratamento, dependendo das características de cada caso. Nos casos em que a cura não é possível, existem tratamentos destinados ao controle da doença e dos sintomas, com acompanhamento de uma equipe especializada.
