A presença do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Debate Presidencial da TV Globo, marcado para o próximo dia 23 de outubro, permanece sob incerteza após exigências apresentadas à direção da emissora. Fontes ligadas ao canal apontam que a equipe do Partido dos Trabalhadores condicionou a participação do candidato à adoção de medidas específicas de proteção contra eventuais acusações desferidas pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com informações de bastidores obtidas pelo colunista Fernando Melo, do portal Área Vip, o núcleo de campanha petista apresentou um rol de pedidos que inclui a verificação de fatos em tempo real durante o confronto político. A fonte consultada detalhou a postura adotada pelas partes envolvidas: “Eles querem checagem de informações ao vivo durante o Debate e isso não acontece, nunca aconteceu“.
Ineditismo nos debates
O formato tradicional dos debates presidenciais promovidos pelo Grupo Globo estabelece que a checagem e a verificação de declarações dadas pelos candidatos ocorrem após a transmissão do evento, por meio dos telejornais da rede. Caso a exigência da campanha de Lula seja aceita pela emissora, a dinâmica representará um precedente inédito na história dos debates presidenciais organizados pelo canal.
O mediador designado para conduzir o debate é o jornalista César Tralli. A direção da TV Globo tem até o dia 22 de outubro para formalizar uma resposta à equipe de campanha sobre o atendimento ou não das demandas apresentadas.
Confirmação pendente
Até o momento, o candidato Flávio Bolsonaro confirmou sua presença no debate sem apresentar exigências prévias à emissora. A participação de Luiz Inácio Lula da Silva continua dependente da definição acerca das regras solicitadas pelo seu partido.
