O São Paulo corre o risco de sofrer um novo transfer ban da CBF. A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, a Anresf, publicou na última segunda-feira os resultados dos julgamentos em primeira instância de 12 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, e o Tricolor está entre eles. O clube do Morumbis foi advertido por uma dívida ativa com o São José e tem 45 dias para quitar a pendência, sob risco de sofrer um novo transfer ban. Para evitar a sanção, a diretoria deve quitar a dívida ou chegar a um novo acordo com o time do interior paulista.
O São Paulo indicou que as dívidas com Red Bull Bragantino e Ceará foram adquiridas em 2025, e não em 2026, o que fez a agência colocá-las no período de transição, até o dia 30 de novembro. O clube ainda comprovou que pagou o débito com a Lazio pela compra de Marcos Antônio em definitivo, mas somente após a data de corte, no dia 30 de junho.
Dívida não declarada vira processo e acende novo alerta
O Tricolor também foi advertido publicamente porque deixou de declarar uma dívida com o Novorizontino. Essa pendência já virou alvo de processo na Anresf, e o clube firmou um novo acordo com o time do interior para quitar a pendência referente à contratação de Djhordney.
A agência advertiu ainda que uma nova omissão de dívida, como aconteceu no caso do Novorizontino, poderá resultar em uma nova autuação, em um processo separado. Da decisão cabe recurso ao Plenário da Anresf, a ser protocolado no prazo de 10 dias úteis, contados do primeiro dia útil seguinte à comunicação do acórdão às partes.
Transfer ban da Fifa já está ativo e não é prioridade derrubar
O São Paulo já tem um transfer ban ativo na Fifa por causa de uma dívida de 300 mil dólares, o equivalente a R$ 1,5 milhão na cotação atual, com os agentes de Galoppo. Com isso, o clube está proibido de registrar jogadores até pagar o débito. Derrubar o transfer ban, porém, não é uma das prioridades do São Paulo neste momento: a diretoria executiva pretende colocar em dia as pendências com o elenco, como salários e direitos de imagem, para, somente então, quitar a dívida e derrubar a punição da Fifa.
