O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na terça-feira (20), durante um ato de campanha em Juazeiro, na Bahia, que participará de um debate na Globo caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno presidencial, autorize a quebra de seus sigilos. Ao discursar diante de apoiadores, o petista associou a realização do encontro à apresentação de um documento que permita a abertura das informações. A votação está marcada para domingo (25).
“Se ele apresentar um documento autorizando a quebrar o sigilo, vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate, porque o presidente da República não pode debater com ladrão”, declarou Lula ao encerrar o discurso. A fala ocorreu em meio a uma mobilização de campanha que reuniu apoiadores da Bahia e de Petrolina, em Pernambuco, e teve como uma das principais pautas a cobrança para que Flávio autorize a divulgação de seus dados.
Militantes do PT cobram Flávio Bolsonaro
Durante o evento, militantes entoaram palavras de ordem como “Abre o sigilo, Flávio” e “Se tá tudo certo, mostra o que há”. Lula também incentivou seus apoiadores a manter a mobilização nas ruas e nas redes sociais até o dia da eleição. O presidente pediu ainda que eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo, tratem a participação no segundo turno como uma “questão de honra”.
Prazo para Flávio aceitar desafio de Lula
A declaração ocorreu após a defesa de Lula protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente e de familiares. A solicitação abrange os últimos oito anos e foi apresentada sob a condição de reciprocidade de Flávio Bolsonaro.
O prazo informado para uma resposta do senador terminava nesta quarta-feira (21). Durante o discurso, Lula não detalhou quais informações deveriam ser abertas nem explicou os procedimentos necessários para autorizar a medida.
