O relógio de Lula se tornou um dos assuntos comentados nos bastidores da corrida eleitoral após o candidato do PT aparecer sem o acessório no debate presidencial promovido pela TV Globo, na sexta-feira. A ausência da peça no pulso do político marcou uma mudança em relação ao seu figurino apresentado dias antes, durante o primeiro encontro televisivo do segundo turno.
No confronto anterior, realizado pela Band, o petista utilizou um modelo semelhante à linha Constellation, da fabricante suíça Omega. A versão em aço e ouro amarelo é comercializada por cerca de R$ 42 mil. A escolha contrastou com o acessório de seu adversário, Flávio Bolsonaro, que usou um Casio G-Shock avaliado em R$ 449. A diferença de valores entre os itens ultrapassou a marca de R$ 41 mil, gerando comparações sobre o estilo de cada presidenciável.
Histórico do relógio de Lula da marca Omega em eventos oficiais
A peça da relojoaria suíça não é uma adição recente ao vestuário do candidato. O mesmo modelo já havia sido registrado em fotografias de compromissos institucionais anteriores. Em setembro de 2024, o político usou o item durante uma reunião com o então chanceler alemão, Olaf Scholz. Posteriormente, em dezembro do mesmo ano, o acessório foi novamente visto em um encontro com Stella Li, executiva da montadora BYD, demonstrando o uso frequente do item antes do período eleitoral.
O uso de itens de luxo pelo petista já foi pauta em momentos anteriores de sua trajetória política. Em 2022, ele foi visto com um modelo da grife Piaget. Naquela época, durante uma reunião com parlamentares, o político explicou que a peça era fruto de um presente recebido de autoridades enquanto ocupava a Presidência da República. Ele declarou que não possui interesse específico por marcas de alto custo e que a escolha de seus acessórios ocorre de forma aleatória, sem considerar o valor de mercado.
Mudanças no figurino de Lula e Flávio Bolsonaro na TV Globo
O encontro na emissora carioca representou a última oportunidade de confronto direto entre os presidenciáveis antes da votação de domingo. Além da retirada do acessório de luxo, a estratégia de imagem dos candidatos apresentou outras alterações visuais. O representante do PT optou por não usar gravata, peça que vestia no programa da Band. Já o candidato do PL fez o movimento inverso, adicionando a gravata ao seu terno. Até o momento, as equipes de campanha não emitiram comunicados sobre as motivações para as adaptações no vestuário.
