Instituto de pesquisa que apontou Lula como vencedor antes da eleição vem à tona

A maioria dos grandes levantamentos havia colocado Flávio Bolsonaro à frente na véspera do segundo turno.

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O resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 trouxe à tona o contraste entre as projeções divulgadas antes da votação e o que foi confirmado nas urnas. A maior parte dos principais institutos de pesquisa apontava Flávio Bolsonaro com vantagem ou empate técnico frente a Lula, enquanto apenas um levantamento havia indicado o presidente como provável vencedor no cenário estimulado.

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A confirmação da vitória de Lula foi feita pelo Tribunal Superior Eleitoral às 21h08, quando 97% das urnas já estavam apuradas: naquele momento, o candidato do PT tinha 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% de Flávio. Esse desfecho reacendeu a discussão sobre os desvios registrados nas pesquisas, que já haviam sido observados também no primeiro turno.

Qual foi o instituto que apontou Lula

Trata‑se da Vox Brasil, que divulgou seu levantamento na sexta‑feira anterior à votação e projetou 50,6% para Lula contra 49,4% para Flávio, no cenário estimulado. A pesquisa trazia margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos; mesmo assim, foi o único entre os grandes levantamentos a colocar o petista na frente antes do pleito.

Os demais institutos, como Datafolha, Quaest, CNT/MDA, BTG/Nexus e AtlasIntel, mostravam Flávio com vantagem numérica de 1 a 2 pontos percentuais na véspera da eleição. No primeiro turno, a Vox também foi o instituto que mais se aproximou do resultado final, embora também tivesse colocado Flávio à frente na última pesquisa antes da votação.

O que a comparação entre pesquisa e resultado revela

As pesquisas apresentaram desvio em relação ao resultado, já que muitos institutos não conseguiram capturar a virada que levou Lula à vitória. A análise lembra ainda que, desde a adoção do sistema de dois turnos pela Constituição de 1988, nunca um candidato que terminou a primeira etapa em desvantagem havia conseguido reverter o resultado em uma eleição presidencial brasileira.

É importante ressaltar que as pesquisas são estimativas com margem de erro e não constituem garantia de resultado; ainda assim, a diferença entre o que foi divulgado e o que aconteceu nas urnas tornou‑se um dos pontos comentados após a confirmação da reeleição de Lula.