Flávio Bolsonaro corre risco de prisão? Frase de Eduardo antes do segundo turno volta ao centro do debate

Senador é investigado em dois inquéritos no STF e perde a imunidade no início de 2027.

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Dois dias antes do segundo turno, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu que o irmão, Flávio, deixasse o país em caso de derrota. Com a vitória de Lula (PT) no domingo (25), a declaração voltou ao debate e trouxe uma dúvida: o senador corre risco de prisão? Nenhuma ordem foi expedida até agora, e Flávio nega irregularidades, mas figura em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

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A fala foi dada na sexta-feira (23) ao programa americano Louder with Crowder. Radicado nos Estados Unidos desde 2025, após condenação no Brasil, Eduardo disse entre risos que seria preciso ‘mandar os fuzileiros navais’ e, em seguida, adotou tom sério: “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza.”

Investigações no Supremo

O primeiro inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, apura repasses de R$ 61 milhões do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, feitos a pedido de Flávio. A Polícia Federal investiga possível lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

No segundo, sob relatoria de Alexandre de Moraes, a suspeita é de lavagem envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. A PF localizou um e-mail que cadastra Flávio como ‘usuário master’ de conta ligada à empresa do advogado. A defesa afirma que o vínculo era indevido e foi corrigido. Os dois negam irregularidades.

Fim da imunidade

A Constituição só permite a prisão de parlamentares em flagrante de crime inafiançável. O mandato de Flávio vai até o início de 2027, e a proteção termina ali, já que não disputou a reeleição. Investigação não é condenação, e a prisão exigiria decisão judicial fundamentada, inexistente até o momento. Ao reconhecer a derrota, o senador disse ser impossível aceitar o resultado e que pedirá a anulação das eleições.