Eduardo Bolsonaro conta como Flávio deixou o Brasil e revelação sobre Moraes repercute

Eduardo detalhou a rota utilizada pelo irmão e criticou o prazo estabelecido por Alexandre de Moraes.

PUBLICIDADE

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou publicamente os bastidores da saída de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do Brasil após a derrota nas últimas eleições presidenciais. Durante uma transmissão ao vivo, o deputado comemorou a estratégia utilizada para evitar as autoridades brasileiras e classificou o deslocamento como uma das operações ‘mais sensíveis e exitosas da história da América Latina’.

PUBLICIDADE

Na mesma ocasião, Eduardo direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar ironizou o prazo de 24 horas estabelecido para que Flávio entregasse o passaporte e afirmou que a determinação acabou oferecendo uma oportunidade para o irmão deixar o território brasileiro.

Bastidores da saída de Flávio Bolsonaro

Eduardo afirmou que a ordem para retenção do documento teria sido motivada por uma entrevista concedida por ele a um programa de televisão nos Estados Unidos. “Dei uma entrevista dizendo que, se fosse eu a perder a eleição, eu sairia do país. Com base na minha fala, o Flávio foi punido”, relembrou. O deputado também questionou a condução da investigação e atribuiu ao prazo estabelecido uma falha de estratégia.

“Não queriam fazer uma operação da PF na casa dele para buscar o passaporte, porque ia ficar muito feio. Esse foi o cálculo errado do Moraes e do Lula”, declarou. Segundo Eduardo, o intervalo entre a intimação e a data limite para apresentar o documento permitiu que Flávio organizasse a viagem aos Estados Unidos. O processo foi descrito pelo parlamentar como uma verdadeira ‘corrida contra o tempo’.

Deputado relata estratégia para despistar autoridades

Durante a transmissão, Eduardo também apresentou detalhes do trajeto que teria sido utilizado para confundir as autoridades brasileiras. De acordo com o relato, a aeronave passou por Buenos Aires e seguiu em direção à região de Puerto Iguazú, na fronteira da Argentina com o Brasil. O avião teria permanecido nas proximidades por algumas horas, período em que a movimentação chegou a ser acompanhada pela imprensa. Segundo o deputado, a rota funcionou como uma distração enquanto o irmão seguia por outro caminho. “Ele teve que tapear todo mundo para conseguir despistar”, afirmou.